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«Só Jesus Cristo pode dar a conhecer o homem ao próprio homem»
Escrito por padretojo   
Quarta, 30 Novembro 2011 11:14
Grupo S. Paulo
O Grupo S. Paulo deu mais um passo, o segundo, no itinerário de discernimento vocacional deste ano pastoral. Desta vez, esteve connosco a Dra. Helena Castro, assim como novos participantes inscritos (neste momento, ao todo, 6 jovens). Este encontro destinou-se a fazer a tentativa de responder à pergunta «Quem sou eu?», indo ao encontro do mistério da vida humana em cada um de nós. Na apresentação dos participantes, a nossa orientadora propôs uma dinâmica que permitiu abrirmo-nos uns aos outros através de uma breve descrição da nossa personalidade. Desenvovleu-se daqui a convicção de que a descoberta pessoal a que se chama autoconhecimento coincide com a descoberta da felicidadde pessoal e também com a descoberta e conhecimento da Pessoa de Jesus Cristo.
Dialogámos acerca de estratégias que poderão ajudar-nos a buscar a felicidade, como: a procura da Paz, fazer o bem, a abertura à realidade, a oração. Concluímos que ninguém é feliz sozinho; que a felicidade não está nas coisas, nem nas circunstâncias, mas na forma como as vivemos; em suma, a felicidade é o resultado de uma atitude de vida.
Para se alcançar esta atitude de vida, apresentou-se o seguimento de Jesus Cristo (o «ser cristão») como via, onde conhecê-Lo é o primeiro passo de muitos outros que são os passos da resposta a um chamamento vocacional. Para nos conhecermos a nós mesmos, propõe-se que Lhe punhamos a pergunta «Quem és Tu?». Outro passo é percebermos que Deus não chama os capacitados, mas capacita aqueles que chama. Ao curar-nos das nossas limitações e dos nossos pecados (e até ao nosso eu mais profundo), Jesus chama-nos a uma relação constante com Ele; e, à medida em que nos identificamos com Ele, a nossa vida transforma-se. Por isso, também cada um de nós, transformado por Ele, é chamado a «levar Deus ao coração do mundo» através de uma fé vivida na prática.
Coroámos o encontro com uma experiência de contacto com a Palavra, através da história de Zaqueu (Lc 19, 1-10), que cada participante leu em vista à resposta a várias perguntas, das quais concluímos que:
  • Jesus atravessa as nossas vidas e as nossas cidades como atravessou a cidade de Zaqueu;
  • Conforme Zaquem, por ser pequeno, fez uma subida ao sicómoro, também não há nenhuma vocação que diminua a vida humana, pelo contrário; e não há nenhuma pessoa, por mais pecadora que seja, que não seja digna de receber Jesus em sua casa;
  • Jesus conhece cada um pelo seu nome e chama pessoalmente;
  • Jesus espera pela nossa liberdade, porque a nossa salvação não depende só de Deus;
  • Conversão já é procura, tendo em conta que Deus coloca em cada um a «semente» da inquietação que nos leva a procurá-Lo;
  • Jesus manifesta que quer visitar a casa de Zaqueu no «hoje» da salvação; também «hoje», Ele quer entrar em intimidade com cada um, pois é aí que poderemos sentir-nos saciados pelos bens que Ele nos traz;
  • Zaqueu não ficou indiferente, agindo em conformidade com o amor recebido, abrindo as portas a Jesus e reparando o mal praticado através da restituição dos bens;
  • A alegria de Zaqueu é a prova dos efeitos das graças dadas por Jesus; e a exclamação do Mestre - «Hoje, a salvação entrou nesta casa» - confirma essa felicidade recebida;
  • No «hoje» da Igreja, cada cristão tem os sacramentos e a escuta para «reparar» os males próprios e dos outros;
  • De tudo isto, conclui-se que «salvação» é: amor, libertação do pecado, procura do bem, passar a ver com os olhos de Jesus, doação, encontrar o caminho que Deus escolheu para cada um de nós; a salvação está dada, ou seja, já aconteceu. Ela tem um «chip» de reatualização em cada um de nós que precisa de ser ativado pela liberdade pessoal; salvação é dom e resposta, ou seja, tem uma estrutura dialogante; adiar a salvação (ou a resposta à mesma, já que ela está dada) poderá significar o adiamento da salvação dos outros.

Para finalizar, a nossa orientadora deixou-nos uma espécie de «decálogo» sobre o encontro com Jesus:

  1. Sonhar o encontro Tu-Eu;
  2. Preparar o encontro através da leituras dos sinais de Deus na história pessoal;
  3. Ler o Evangelho;
  4. Ver a vida com os olhos de Jesus;
  5. Seguir a lógica do amor diante do mal;
  6. Viver a oração com uma atenção intensamente orante (privilegiando a adoração);
  7. Ter uma disposição permanente para a conversão;
  8. Confiar;
  9. Viver sob a trilogia da fé, esperança e caridade;
  10. Viver na alegria.

Terminando esta parte com a oração do «Pai Nosso», passámos a conviver à volta de uma bebida quente e alguns doces.

Ficou marcado o próximo encontro para o dia 13 de dezembro, onde aprofundaremos o que significa viver a vida cristã.

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Actualizado em Segunda, 05 Dezembro 2011 17:29
 
JB
paulinas
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