| Ser missionária nos tempos de hoje |
| Escrito por Carmelitas Missionárias Teresianas |
| Sexta, 09 Dezembro 2011 11:50 |
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Tinha tantas perguntas para lhe fazer. No entanto, vou tentar resumi-las em uma:
– Como é ser missionária nos tempos de hoje (o bom e o menos bom)? Ana Luísa Responde a Ir. Dorinda:
Acabo de ler o pequeno texto onde expões o desejo, que acalentas desde a tua adolescência, de fazer voluntariado em África, as dificuldades que tens encontrado e a pergunta concreta: – Como é ser missionária nos tempos de hoje (o bom e o menos bom)? Para mim ser missionária nos tempos de hoje, na sua essência, é o mesmo que ser missionária desde sempre. A missão não é minha e não se limita a um desejo próprio ao qual, deliberadamente, posso ou não atender e satisfazer. Para mim ser missionária, hoje, é o responder com generosidade, prontidão e alegria a um chamamento, um mandato: «… vem e segue-me» (Lucas 18:22). «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a boa Nova a toda a criatura» (Mc 16, 15). Ser missionária é responder à voz do Senhor que me chama, hoje, a mim pessoalmente, a realizar uma missão específica. Não me compete a mim decidir, deliberadamente, como, quando e aonde. É a Ele, ao Senhor, que eu devo seguir e obedecer. Ser missionária, hoje, para mim, é despender toda a minha vida, o meu dia-a-dia, procurando realizar um único desejo, o de unir o meu sim ao de Maria: «… faça-se em mim segundo a vossa palavra» (Lc 1, 38). O de unir o meu querer ao de Jesus: «como o Pai me ordenou, assim mesmo faço» (João 14:31); “Eu vim para fazer a vontade de Meu Pai» (Jo 5, 30). Fora desta lógica do Evangelho é-me difícil ver e realizar qualquer tipo de voluntariado em benefício dos meus irmãos que mais precisam de mim. Convido-te a ler o meu livro “Alegria de Servir” publicado no site mergulha.org. Ir. Dorinda Lopes da Cunha
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| Actualizado em Sexta, 27 Abril 2012 13:51 |

























Chamo-me Ana Luísa, tenho 29 anos e sempre tive o desejo de fazer voluntariado na África. Aos 14 anos, pedi aos meus pais se podia ir, mas, como é óbvio, não ligaram. Contudo, dois anos depois, voltei a pedir-lhes o mesmo, ao que me responderam que devia continuar a estudar. Entretanto, a minha vontade nunca desapareceu… Os anos foram passando (não muitos eu sei) e com eles vieram os ensinamentos da vida, uns bons e outros menos bons, mas todos eles me fizeram crescerem como ser humano. Anos mais tarde, voltei a tocar no assunto. Então, já viram o meu desejo com outros olhos, tendo a minha mãe respondido: – Estás a ser egoísta, pois para ajudares as pessoas não precisas de ir para longe. Com o passar do tempo, cada vez mais tenho compreendido a sua resposta, pois, muitas vezes, temos quem queira a nossa ajuda mesmo ao nosso lado.
Amiga Ana Luísa,
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